Por: Karinna Matozinhos
Ontem assistindo ao Jornal da Globo, vi uma reportagem polêmica sobre a política brasileira. O assunto muito me intrigou.
Há alguns dias, está na mídia o escândalo das passagens aéreas. Nossos políticos além de toda a regalia que lhes é concedida têm direito a passagens. Mas a questão principal e que deixou muitos assustados ( se é que isso ainda era possível), é o fato delas serem utilizadas pelos familiares para viagens particulares. Teve gente indo até para Paris!
Será votada na Câmara a restrição das passagens aéreas, a intenção é que elas sejam concedidas apenas pelos parlamentares e assessores à serviço, não sendo possível repassá-las para os parentes, muito menos vendê-las para agências de turismo, como já chegou a acontecer. O voto tem grandes chances de ser aberto, isso teoricamente teria que deixar alguns políticos constrangidos, se é que muitos ainda têm alguma vergonha na cara, e eles votariam, a meu ver, não só com consciência, mas com certa preocupação em relação a repercussão na mídia.
Como uma recém estudante de Comunicação Social e principalmente uma cidadã, apesar do triste cenário político brasileiro acredito sim que política e ética podem conviver juntas, e ainda espero mudanças positivas no país.
Por: Thaíssa Vaz
O G20, grupo que reúne os principais países ricos e emergentes do globo, realizou nessa última quinta-feira, 02 de abril, em Londres, uma reunião com o intuito de firmar um acordo global para que haja estímulos para a economia mundial, que está passando por seu pior momento desde a crise de 1930.
Ficou decidido que serão destinados mais de US$ 1 trilhão de dólares para combater os efeitos da crise. Grande parte do dinheiro ficará sob o controle do FMI (Fundo Monetário Internacional) e terá de ser paga com juros posteriormente.
Como sempre, os que mais precisam serão os menos favorecidos pela ajuda. Apenas US$ 50 bilhões de dólares serão encaminhados aos países pobres.
No contexto de tal crise econômica, é de extrema relevância que instituições financeiras internacionais, como o Banco Mundial e o FMI, tenham seu poder aumentado, uma vez que serão os responsáveis pelo monitoramento das políticas tomadas pelos principais líderes do grupo.
Outras medidas também foram discutidas em conjunto, tais como força-tarefa contra os paraísos fiscais e o anúncio de mais verba para que haja um pleno funcionamento do mercado mundial. E, além de assuntos com relação à economia global, também foi mencionada a “economia verde”, que se trata de um acordo para que os países acelerem para a transição de uma economia com baixa emissão de carbono.
Com relação ao Brasil, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que à princípio, o Brasil não precisará recorrer à nova linha do FMI. No entanto, ele poderá ser beneficiado com esse processo, porque pode ser que haja uma ajuda a países que importam produtos brasileiros.
O G20 decidiu continuar se reunindo com frequência para monitorar o progresso em negociar a crise financeira global. A próxima reunião está marcada para o final do ano. E pode ser que, passada a crise, o G20 desfaça o grupo.
A passos lentos, o mundo parece estar começando a reconhecer que a economia ficou global e que o poder dos governos só existe se eles também se tornarem internacionais.