Por sua vez, se Cazuza vivesse hoje clamaria por HIPOCRISIA e não por uma IDEOLOGIA, visto que a primeira é a única fonte de nossas vidas atuais. Caímos em um precipicio, popularmente conhecido como rotina, assim nossos valores ficaram intristicamente associados à nossa condição social e financeira. Como diria Marx e Engels no livro "A Ideologia Alemã": "O que os indivíduos são, portanto, depende das condições materiais de sua produção".
Seguimos a cartilha criada por uma elite manipuladora que possue conceitos superficiais. Você nega? Então diga-me o que pensa sobre a pena de morte ou a diminuição da idade penal. Você pode responder uma coisa agora, mas se por um acaso sua família esteja envolvida nessa situação, qual seria sua postura? Assim como deseja a elite "defensora das morais e do bom costume", poucas pessoas possuem uma clara posição diante de temas tão polêmicos.
O senso crítico é inexistente, é muito mais fácil comprarmos por um preço menor do que dez reais um conceito já formado, escrito didaticamente e convicente, assim podemos apoiá-lo e escondemo-nos atras desta sábia edição. Alguns conseguem tais posicionamentos de forma gratuita, acessando a internet ou até mesmo assistindo alguns dos telejornais brasileiros.
Com isso atendemos as nossas necessidades, afinal não queremos parecer ignorantes perante os amigos, conhecidos e estranhos, temos passar a imagem idealizada de um rapaz ou moça bem instruído e antenado. Todavia, caso analisemos nossas vidas, parecemos muito mais com aquilo que não queremos ser, do que o contrário.
Vocês, leitores, nunca se questionaram de quantas "Eloás" ou "Isabelas" existem no nosso país. Obviamente que nenhuma mais, a mídia não anunciou e meu noticiário nunca esconderia algo tão importante de mim, afinal sua abrangência é a mesma, tanto para os ricos, como para os pobres.
Eis ai a nossa amada HIPOCRISIA.
Quando um menor é usado em roubos, mortes, assassinatos ou qualquer outro crime, os jornais estampam em suas capas a necessidade de reduzir a idade penal, para que estas crianças aprendam na prisão como se devem comportar. Agora, realmente esta é a solução para este problema? A falta de estrutura familiar ou educacional no Brasil não são outros aspectos que influenciam no desvio da vida destes menores? Não, a Educação no Brasil é ideal, melhor do que muitos outros países, ou talvez no futuro mude, somos o país do futuro e não do presente.
É muito simple e fácil apontarmos o dedo para aqueles que pedem esmolas e chamá-los preguiçosos, o mundo é igual para todos, as mesmas condições que eu tenho para tornar-me incrivelmente rico estes pobres também possuiam, "bastava acreditar e perseguir os seus sonhos". BALELA, uma pessoa que mora na favela nunca estará em iguais condições que os moradores de MOEMA, JARDINS, LEBLON, entre outros bairros de "bacanas".
Hoje em dia, nossas ações são condicionais com a estrutura da "causa e consequência", "o que eu ganho se fizer isto". Daí vem a dificuldade de conquistar verdadeiros amigos, conhecer realmente uma pessoa nos tempos modernos é uma batalha que travamos todos os dias, nem sempre conseguimos agradar a todos, mas aquele que tenta sempre agradar também é irritante e acaba deixado de lado.
A nossa sociedade é de vidro, vivemos em um mundo onde o ter prevalece sobre o ser, você não pode ser honesto ou bom, sempre haverão aqueles que "te comeram vivo". Seu sexo estabelece sua colocação em um emprego e o seu salário , mesmo que os empresários afirmem que isto não é verdade. Nada é verdade, todos escondem algo, contam mentiras e fingem serem aquilo que não são. E com tanto vazio na mente, a manipulação é facilitada e nossos pensamentos são todos condicionados a serem iguais, aqueles que discordarem, bem, estes nos damos um jeito de marginalizá-los.
Letra da Música
Letra da Música
Por: Bruna Barbosa
Na semana passada diversos veículos de comunicação noticiaram a reeleição do primeiro-ministro indiano Manmohan Singh, de 76 anos, sendo que o Partido do Congresso a qual ele pertence obteve tambem ampla vitória neste eleição.
Singh, antes de se tornar ministro pela primeira vez, havia sido ministro das finanças (nos anos 90), contribuindo para a liberalização da economia indiana e para um salto de crescimento do país. Atualmente, após ser eleito pela 2ª vez, o primeiro-ministro pretende cuidar da recuperação da economia, que apesar de ter sido uma das menos afetadas pela crise, teve o seu crescimento abaixo em aproximadamente 3%.
Apesar da vitória, Singh já precisa tomar importantes decisões. Ele precisará dosar o tanto de prioridade que dará às privatizações e as leis trabalhistas, pois não deve apenas ajudar a recuperar a economia, mas sobretudo as questões sociais devem receber uma atenção especial, devido ao fato de terem sido importantes para a eleição da legenda do primeiro-ministro.
É importante observar também que assim como algumas potências mundiais EUA, por exemplo, a Índia também possui uma éspecie de "tensão" com um outro país, no caso o Paquistão. As relações entre esses países andam meio extremecidas, depois que no ano passado, ataques terroristas à capital financeira indiana (Mumbai) foram atribuídos a paquistaneses. Resta saber, agora, se Manmohan Singh saberá conduzir, pela 2ª vez, a maior democracia mundial, pois penso que mesmo estando focado na economia, ele precisa fazer valer as propostas de campanha que dão ênfase a programas sociais. Observo em alguns noticiários que: por trás de sua linda cultura, este país possui uma boa parte da população vivendo em condições precárias, nos subúrbios , precisando urgentemente de amparo que, agora, cabe a Singh auxiliar.
Por: Diego Abreu
Em algum momento paramos para refletir sobre limites de ações à fim de concluír um objetivo? Refiro-me a correr riscos, o que envolve certamente alto grau de subjetividade.
Protógenes Queiróz, recente exemplo e personagem do caso dos grampos telefônicos, foi afastado do cargo de delegado da Polícia Federal, perdendo carteira e arma. O delegado, acusado de utilizar de seu ofício para fins políticos e/ou partidários, foi responsabilizado e pagou por ir muito longe.
Em consequência à tais atitudes, os senhores representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se reuniram à fim de restringir a liberdade da PF e assinaram o Pacto Republicano mês passado.
Em matéria de punição, os que ameaçam a manutenção política sofrem represálias, enquanto tipos como Marcos Valério se regozijam ao enfrentar o Superior Tribunal Federal.
Por falar em corrupção e suas implicações jurídicas, Gilmar Mendes, presidente do Supremo, tem frequentado o noticiário - não muito à seu agrado - pois sofreu duras críticas de seu "colega" Joaquim Barbosa. O atrito causa preocupação sobre o Judiciário, Poder verdadeiramente relevante e responsável pelos maiores lamentos nacionais: a impunidade política.
Lembrem-me de algum político condenado por improbidade pelo STF, e irei rever meus conceitos sobre limites de ações e riscos necessários, assim como pensarei melhor sobre as atitudes de Joaquim Barbosa e Protógenes Queiroz.
Por: Bianca Damas Pereira
O sistema de corrupção na política está sempre clamuflado e quando vem à tona ,há o protesto da sociedade e só assim alguém aparece e tenta esclarcer e resolver o caso.
É o que ocorreu no caso do uso do dinheiro público pelos parlamentares para viagens com familiares e amigos. Depois de várias matérias no site Congresso em Foco,o presidente da Câmera,Michel Temer,resolveu anunciar mudanças nas regras de cotas de passagens aéreas de cada deputado federal e afirmou que essas medidas só foram formuladas por causa da “pressões legítimas” da sociedade.
Deputados líderes de partidos e o próprio Temer confessou ter usado a cota de passagens aèreas para viajar ao exterior,quase sempre com familiares e com tudo pago. Em dois anos foram 82 viagens ao exterior.
Além desses abusos do dinheiro público, ainda na Câmara houve o envolvimento com quadrilha ,em que o passageiro compra o bilhete em uma agência de turismo,a qual pede ao gabinete do deputado a emissão da passagem no nome do comprador.A Câmara paga a companhia e o dinheiro recebido pela agência é dividido.
Segundo as medidas do presidente da Câmara, as passagens serão limitadas aos parlamentares, não serão permitidas viagens ao exterior,os acessores só poderão usar as passagens se autorizado pela terceira secertaria da Casa,a cota mensal não será acululada para o outro mês e sim enviada à Câmara e todos os gastos serão divulgados na internet.
Até aqui parece que as medidas irão funcionar,mas como sempre, para garantir seus benefícios,há as excessões , concessões e tudo o mais. Odair Cunha, terceiro secretário da Câmara ,disse que a restrição a passagens para o exterior não é absoluta.A partir daí se começa a ver como o fim dessa discussão não vai conseguir acabar com o prolema de verdade.
E assim acontece:surge a onda de corrupção ,o povo quer esclarecimento,se constroem soluções,que quase sempre só organiza o sistema e entretanto o mantém.Quiçá seja uma visão pessimista,mas devemos acretitar mais na realidade dos fatos.
Por: Bruna Honorato
Na última semana, vários jornais do Brasil e do mundo noticiaram que Evo Morales, presidente da Bolívia foi alvo de atentados. Segundo o Ministro de Governo da Bolívia, Alfredo Rada, supostos terroristas teriam tido financiamento para tentar assassinar Morales, sendo que três deles foram mortos e outros dois estão presos.
O grupo de mercenários contratados para assassinar o presidente boliviano, pertence a uma célula de extrema direita, responsável por dois atentados em Santa Cruz, um contra a residência do vice-ministro de Autonomias Saúl Ávalos, e outro contra a casa do cardeal Julio Terrazas. A polícia boliviana encontrou tais mercenários internacionais com um forte armamento composto de armas e explosivos, sendo somente um deles boliviano, chama-se Jorge Roza e é de descendência croata e húngara. Dentre os mortos encontram-se também terroristas de origem irlandesa, porém que não tiveram a sua identidade revelada.
Evo Morales, ao descobrir o plano para eliminá-lo, revelou a Hugo Chávez em encontro na capital venezuelana, Caracas, que atribuía tal acontecimento a uma ação da direita boliviana que estaria inconformada com a nova lei eleitoral. Morales ao deixar a Bolívia para tal encontro na Venezuela deixou sobre aviso o comandante da polícia boliviana, o General Victor Escobar para manter a ordem no país e o mesmo vem realizando uma violenta repressiva contra os supostos terroristas.
Analisando a conjuntura dos atentados, pode-se perceber que tais acontecimentos incomodaram bastante o presidente boliviano, que além de primar pela própria segurança, preocupou-se em manter a ordem e o controle sobre a sua “querida” Bolívia.
Por: Camila Teixeira Barros
G-20, grupo de países em desenvolvimento, foi criado em 23 de agosto de 2003, com intuito de combater o protecionismo econômico e as altas taxas de impostos.
Diante da falta de propostas concretas na V Conferência de Cancún, houve a necessidade de promover o equilíbrio do comércio agrícola. Trabalhando em conjunto com a OMC, o G-20 tem como lema a transparência nas decisões políticas e econômicas.
É composto por 23 membros: cinco da África (África do Sul, Egito, Nigéria, Tanzânia e Zimbábue), seis da Ásia (China, Filipinas, Índia, Indonésia, Paquistão e Tailândia) e doze da América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela). Essa vastidão de países representa 60% da população mundial e 26% das exportações agrícolas em todo mundo.
O G-20 é o interlocutor dos assuntos agrícolas e já é reconhecido pelo grande poder de influência. Desde sua criação, já foram realizadas diversas reuniões técnicas e eletivas para promoção de um grupo sólido e ativo.
Na reunião ocorrida em julho de 2008, na cidade de Genebra, os integrantes do G-20 foram claros ao defender um comércio agrícola mais limpo e íntegro e se impuseram contra os subsídios agrícolas e as altas taxas alfandegárias travadas pelos países desenvolvidos, que fecham o mercado e adotam uma política unilateral.
O último encontro realizado, no dia 2 de abril de 2009, teve como sede a cidade de Londres e foi manchete em diversos tablóides do mundo inteiro. Integrantes de países emergentes e ricos decidiram a princípio injetar mais de um trilhão de dólares para combater a crise financeira. A idéia é ampliar o PIB em 4%, até 2010. O tema meio ambiente não escapou, e ficou decidido que todos os países diminuíssem a emissão de carbono, adotando uma “economia mais limpa”.
O fluxo de bens e serviços deve reduzir até 9% este ano, isso porque falta crédito no mercado internacional. O Brasil aguarda uma queda de 20% nas exportações desse ano.
Uma política monetária expansionista (juros menores) foi consenso durante a reunião. A participação mais ativa de países em desenvolvimento na economia pode ser um grande aliado no combate à crise. Deve-se aproximá-los de instituições como FMI e Banco Mundial.
Assuntos que ficaram de fora do plano foram a criação de uma nova moeda internacional, e a necessidade dos Estados Unidos em reduzirem gastos e da China em gastar mais.
Os principais temas que estavam em pauta foram:
Combate à crise econômica;
Saneamento dos bancos no que diz respeito aos chamados “títulos pobres”, sem valor de mercado;
Combate ao protecionismo;
Retomada da Rodada De Doha;
Reforma do FMI;
Criação de uma nova moeda internacional.
Gordon Brown, ministro de Londres e anfitrião da reunião se mostrou otimista:
"Estamos no meio de uma expansão fiscal que verá, até o final do próximo ano, uma injeção de US$ 5 trilhões em nossas economias".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorda com a inserção de uma nova moeda internacional: “Me interessa que tenhamos mais de uma moeda de referência e que não continuemos dependendo apenas do dólar", disse Lula esperando maturidade dos integrantes do G-20.
As vésperas da reunião do G-20, o clima em Londres, era de tensão. Nas ruas o que se via era protestos e manifestantes feridos.
Após o término da reunião, Lula em entrevista ao programa News Night do canal BBC 2, disse que o G-20 é um marco na luta contra o protecionismo e que há esperança de que o mundo possa mudar. "Peço a Deus que meus netos não se envergonhem desse G20".
Já Hugo Cháves, presidente da Venezuela, critica dizendo que o FMI deve ser eliminado, pois é um dos grandes culpados pela crise e termina dizendo: "O encontro do G20 terminou sem vergonha ou glória”
Diante das evidências, basta saber quem está certo: Lula ou Cháves. Bem, a economia é otimista, agora é esperar para ver.
Por: Talles de Paula Carvalho
Nem as previsões mais pessimistas sobre o aquecimento global calculavam essa elevação repentina nos termômetros terrestres. O motivo desse foco de tensão deve-se ao polêmico projeto espacial norte coreano, que vem gerando dúvidas sobre seus verdadeiros objetivos.
O governo do país anunciou que no período de 4 a 8 de abril será lançado um satélite em órbita, com objetivos comunicativos. Porém os EUA e seus aliados asiáticos acreditam que o país utiliza esse plano como desculpa para testar mísseis nucleares, uma preocupação que remete à fase de enriquecimento de urânio (quando a Coréia supostamente utilizava esse meio energético para a fabricação de ogivas nucleares). Mas tanto na ocasião anterior quanto na atual, a Coréia nega as acusações.
A relação conturbada entre coréias do Norte e do Sul, China, Japão, EUA e Rússia tem origem histórica, e é repleta de confrontos, retaliações e ameaças de guerras nucleares.
Vejamos uma pequena cronologia:
1940 – Coréia do Norte adota um Regime Socialista.
1950 – Inicia-se a Guerra da Coréia. O norte, socialista protegido pela URSS; o sul capitalista, auxiliado pelos EUA
1968 – O USS Pueblo, um navio espião americano, é capturado pela Coréia do Norte.
1969 – A Coréia do Norte abate um avião de reconhecimento americano.
1989 – Fotos de satélite americano revelam a existência de um centro nuclear em Yongbyon. Washington acusa a Coréia do Norte de desenvolver armamentos nucleares, o que o regime comunista nega.
1994 – A Coréia do Norte e os Estados Unidos assinam um acordo bilateral segundo o qual Pyongyang se compromete a congelar e desmantelar seu programa nuclear militar em troca da construção de reatores civis.
1999 – Um novo acordo entre os dois países no qual a Coréia abria mão do seu programa nuclear em troca de combustível, porém os EUA descumpriram sua parte do acordo, o que levou a Coréia do Norte a acelerar o seu programa nuclear.
2000 – Primeira reunião: negociações diplomáticas entre americanos e norte-coreano iniciam uma reconciliação.
2002 – O presidente americano George W. Bush inclui a Coréia do Norte entre os países do "eixo do mal", ao lado do Irã e do Iraque.
2006 – A Coréia do Norte dispara entre sete e dez mísseis, entre eles um Taepong 2, capaz de chegar ao litoral norte-americano. Os lançamentos ocasionam uma forte crítica da comunidade internacional. A ONU aprovou uma resolução que proíbe a Coréia do norte de desenvolver atividades balísticas.
2009 – Coréia do norte é acusada de realizar operações com mísseis nucleares sob a fachada de planos espaciais.
A questão envolve muitos interesses políticos e econômicos que requerem paciência, entendimento e compreensão mútua. Isso leva tempo e enquanto isso, ficamos com apenas uma certeza: o azul-céu das bolsas asiáticas, não vai conseguir cobrir o vermelho sangue da insegurança dos países orientais.